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terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Receita de ano novo

Devido a minha crise de criatividade deixo aqui esse magnífico texto de Carlos Drummond de Andrade que traduz exatamente o que está por vir.

Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)

Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Under Construction


Tenho escrito pouco...
Ou melhor, não tenho escrito nada.

A crise de criatividade é produto de uma somatória de crises que vieram se acumulando nos ultimos meses.
Espero sair ileso delas para voltar as minha criticas do cotidiano.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

"Alice" não mora mais aqui


Acordo de manhã, e no fim de do tarde percebo que 25 anos foram-se embora.
Uma ruptura não acontece por si só.
Ela é produto de uma rachadura que vem se formando anos e apesar da tentativa de remendos ela uma hora rompe, espalhando tudo que estava guardado durante 25 anos.
A primeira providência é esvaziar pra tentar consertar, mas até que ponto os remendos irão mais suportar
Uma vez, ouvi uma frase sábia "um cristal quebrado não cola mais".
Desde então as manhãs se tornaram vazias, aliás manhãs, tarde e noites.
Não julgo culpados ou inocentes, apenas personagens de esta grotesqueria que és la vida.
A cada dia viramos as páginas de nossa vida, e certamente cada um tem sua história. Mas chego no capítulo negro onde tudo de repente, se vai, a trabalho, o amor a alta estima e a vontade de sobreviver.
Não sei a grossura do livro nem a quantidade de páginas dele. Fica a duvida do conteúdo do próximo capítulo, ou se esse realmente é o ultimo.
É engraçado que a vida seja tão óbvia por mais que nos esforcemos para não seja.
Saudades dos meus avós que assistiram tv em baixo de seus chales até que um dia isso não foi mais possível.
Num misto de realidade e desabafo posto minhas palavras que você pode absorver ou repugnar.
Enfim é mais fácil dificultar do que facilitar, se fosse difícil tudo seria mais fácil.

Resumindo "Alice" não mora mais aqui.....

Título inspirado em filme de
Scorsese. Com certeza Alice aqui é outra, mas a vida imita a arte.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

As voltas que o mundo dá 2


Pois é, nem sempre as coisas são festa em nossa vida.
Sempre fui um fã da felicidade e da harmonia minha e daqueles que me cercam, e acreditem que a pouco mais de um mês esse quadro estava completo.
De repente, as coisas passaram a mudar num caminho que se degrada dia a dia e o resultado final já sei qual é , só aguardo o acontecer.
Consegui desta vez vez esta no lugar errado, na hora errada e aquilo que me constroi materialmente, o emprego, esta se diluindo, prestes a acabar. Fiquei oito meses sem trabalhar e sei bem como é difícil a volta para o mercado que em primeiro lugar enxerga sua idade e depois os papeis que coleciona de cursinhos extras. A fase depre já se foi , talvez ate agravada por estar no meu inferno astral, e agora é hora de, de novo recomeçar. Talvez dessa vez diferente, se reencontrar numa atividade nova que me traga realização e felicidade. O caminho é longo mas com certeza estarei de volta postando as voltas que o mundo dá 3.
Mas nem tudo são trevas. Sempre amei a musica, o blues e o rock em especial, comprei violões e guitarras mas sempre fui muito preguiçoso para aprende-los. Nesse momento meu filho Felipe (batizado de Phil Rendeiro) supre essa lacuna tocando guitarra na banda de meu primo Kim Kehl. É gratificante ver nossos sonhos realizados em nossos filhos.
Ah e a Rena(tatinha) e o Brunão continuam firmes ao meu lado me trazendo conforto e alegria.

sábado, 6 de junho de 2009


Esse texto de Pablo Neruda tem muito a ver com o momento que estou passando.

Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito, repetindo todos os dias os mesmos trajetos, quem não muda de marca Não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece.

Morre lentamente
quem faz da televisão o seu guru.

Morre lentamente
quem evita uma paixão, quem prefere o preto no branco e os pingos sobre os "is" em detrimento de um redemoinho de emoções, justamente as que resgatam o brilho dos olhos, sorrisos dos bocejos, corações aos tropeços e sentimentos.

Morre lentamente
quem não vira a mesa quando está infeliz com o seu trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho, quem não se permite pelo menos uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.

Morre lentamente
quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem não encontra graça em si mesmo.

Morre lentamente
quem destrói o seu amor-próprio, quem não se deixa ajudar.

Morre lentamente,
quem passa os dias queixando-se da sua má sorte ou da chuva incessante.

Morre lentamente,
quem abandona um projeto antes de iniciá-lo, não pergunta sobre um assunto que desconhece ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe.

Evitemos a morte em doses suaves,
recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior que o simples fato de respirar.

Somente a perseverança fará com que conquistemos
um estágio esplêndido de felicidade.


segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Religiões

Não diria que a tradução da Bíblia tenha sido manipulada, mas levando em conta que a imprensa foi inventada em 1440, até então tudo era manuscrito, ou ate gravado em pedra o que levou a muitas distorções de informações.
Não acredito nas religiões e justifico.
Se existe um Deus porque cada uma o vê de uma forma? Porque os para os judeus Jesus não seria o filho de Deus, por exemplo?
Nesse sentido acho que as religiões manipulam as informações de acordo com seus princípios.
Porque nos mesmos não podemos ter a nossa religião, fundamentada na nossa forma de exercer a fé?

Outra coisa polemica são os calendários.
O que utilizamos tecnicamente certo, baseado no período que a terra da volta em torno do sol (365 dias, 5 horas, 48 minutos e 46 segundos) foi promulgado pelo Papa Gregório XIII a 24 de Fevereiro do ano 1582.

Dai fica difícil entender o porque o natal é dia 25 de Dezembro, por exemplo, assim como outras datas estabelecidas. Soa muito esquisito o termo antes de Cristo e depois de Cristo.
Todos os acontecimentos religiosos foram baseados em interpretações de epocas sem a mínima precisão
Já os judeus se baseiam num ciclo lunar e estão no ano 5768, pois não definiram o seu ano zero, e suas datas religiosas certamente não coincidem com outras religiões.
Religião é uma coisa muito complexa e prefiro minimizar essas interpretações usando na seguinte frase: "Tenho meu lado espiritual independente das Religiões".

sábado, 8 de novembro de 2008

Celular x Privacidade


Continuando minha trilogia de reclamações achei mais uma coisa que irrita: CELULAR.
O aparelho em si, é uma invenção genial, de podermos nos comunicar sem fio em lugar improváveis.
Mas seu uso na prática virou palhaçada.
Nos toma o direito a privacidade, o direito que temos de ficarmos isolados em alguns momento em alguns lugares.

A propaganda é massiva porque seu uso também o é. Todas idades pendurados o dia todo, seja qual for o lugar, se bem que o preferido é dentro dos veículos, dando-lhes direitos a distrações e fechadas no transito.
Será que não existe um assunto que possa ser adiado por alguns momentos?
Será que as pessoas não tem o discernimento de discar o aparelhinho sem se importar se a outra parte esta disponível para qualquer assunto.
Útil no ambiente de trabalho e no contato com filhos na verdade é usado, nos restaurantes, cinemas, shoppings e automóveis como já disse.
Filhos? Quando mais precisamos, desligam.

O crime deita e rola com os aparelhinhos com golpes manjados que sempre alguém cai.
Dos gigantescos BCP ao sonho de consumo que foi o Startak, surgem agora os gigantes Smarphones com todas tranqueiras imagináveis.
Falar não basta? Claro que não tem que ter mp3, camera, radio, gps,e outros gadgets.
Telefone em si já é um saco, uma campainha tocando dentro de tua casa para te encherem o saco (com algumas exceções) Agora com o cel phone nos acho ate em banheiro publico no centro da cidade. Perdemos o direito até a dor de barriga.
Tenho o meu basiquinho..liga, recebe, tem um tal de torpedo que não sei nem usar.
Ah, se tentar me ligar agora, ta desligado!

Veículo de Utilidade Mínima SUV


Hoje vemos uma invasão de veículos gigantes rodando pela cidade os chamados SUV (Small Utility Vehicle) ou, Veículo de Utilidade Mínima (tradução livre).
Tais monstruozidades estrapola as dimensões das vias urbana atrapalhando o transito.
Seus motoristas metidos a gostosões se acham os donos da rua sem saber que a classe da CNH para dirigir tais banheiras é outra, alias nem a CET deve saber isso.
A grande maioria das motoristas de peruas são sem duvida...peruas, na grande maioria com um celular encaixado entre o queixo e o ombro.
O perfil dos seus proprietários são aqueles "duros" que financiam ate em 60 vezes.....
Motociclistas que como eu tem motos altas onde o guidon alto, escapa da maioria dos veículos tem que diblar esses lixos.
Somam-se a isso gigantescos fretados, com dimensões rodoviárias rodando numa malha urbana muitas vezes quebrando árvores e fios.
Isso faz parte de uma arbrietariedade tosca de um planeamento de uma cidade onde as soluções do transito vem com soluções paliativas, fundadas na arrecadação sem o mínimo embalsamento técnico.
E ainda por cima temos que aguentar a empávia dos motoristas SUV.
Acho que compensam alguma falta comprando veículos grandes. (rs)

Sinal Fechado


Odeio sinal fechado.
Estou no meu trajeto e de repente la esta lê, vermelho, me impedindo se seguir. Ficar horas parado (se que são minutos, mas parecem horas), enquanto espero os outros passarem.
Ta certo é um mal necessário num centro urbano, impossível de se construir sem cruzamentos, parece que nem Brasília deu certo.
Ah e quando eliminam cruzamentos via túneis a primeira coisa é colocar o tricolor (vermelho, amarelo, verde) em sua saúde.

Ai cheguei onde queria, falta de inteligência, falta de planejamento.
Alias, os chamam de "semáforos inteligentes" mas de que adianta se que os operam não são. Numa via de tráfego rápido (sic) e um abre, fecha, abre , fecha, atrapalhando o fluxo dos carros.
Uma vez o baiano Caetano reclamou que em São Paulo passa-se com sinal vermelho. Vem morar aqui cara, ficar curtindo a cor vermelha as 3 da madrugada, o resto é com você.

Ainda deve existir alguma cidade nesse imenso Brasil sem semáforos. Há 25 anos existia, mas recentemente estive lá e deparei com a beleza que ilustra o tema. Bem já engatei a primeira e vou prossegui, mas, valeu o tempo em que pude bolar este texto.
Haverão outros onde penso na vida, no trabalho, no blog ou ate ser assaltado.

A vida prossegue....até o próximo sinal vermelho.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Motocicletas


Nos últimos vinte e seis anos optei pela motocicleta como meu meio principal d e locomoção. Porque a motocicleta?
O número de carros aumenta dia a dia e com ele o caos no transito. Com elas caminhamos livremente chegamos aos nossos destinos com uma certa tranquilidade.
Enfrentamos problemas e riscos é claro. Motoristas cada vês mais despreparado ignoram retrovisores e setas e trocam de faixas aleatoriamente gerando fechadas e acidentes.
Ai aqueles que dependem da motocicleta para o sustento de sua família se tornam agressivos contra tais motoristas.
Ta certo que alguns exageram e exercem sua agressividade sem limites.
Soma-se que os motoristas se incomodam com nossa liberdade e mesmo dentro de seus carros automáticos com ar condicionado e disqueterias vão chegar em duas horas em distancias que fazemos um 20 minutos.
Tenho inclusive uma tese que se 50 % da população aderisse a motocicleta, melhoraria o transito e o ar das cidades sem necessidades de rodízios , pedágios ou outras soluções paliativas.
Mas talvez esses acomodadados ainda preferem ficar preso nos transito ao assumir um veiculo onde não se pode falar ao celular oucorrendo o risco de tomar uma chuvinha uma vez ou outra.
A motocicleta tem uma presença massiva em nosso contexto urbano e nada mais bacana quando vemos 20 delas a espera da abertura de um farol num cruzamento.
As faixas exclusivas como existe em uma av em São Paulo minimizaria os atritos com segurança e harmonia entre os automóveis, mas parece que os governantes estao mais preocupados em botar faixas em capacetes que não adiantam em nada em termos de segurança.
Somos vitimas de assaltos tão quanto automóveis num contexto urbano despoliciado e cruel.
Somos punidos por seguradoras na hora de agravar os premios.
Somos punidos pelos estacionamentos que se recusam a abrigar os veículos.
Somos descriminados por motoristas que invejam nossa circulação em corredores, preferindo que ficassemos presos como eles.
Somos felizes por nossa liberdade de ir e vir
Somos felizes por chegar rápido aos nosso destinos.
Somos MOTOCICLISTAS.

Arquitetura do Desgosto


Outro dia caminhando pelo bairro me deparei que numa rua estreita havia um prédio de 25 andares e que o "esperto" arquiteto usou como entrada uma via de maior circulação para burlar a lei e viabilizar o empreendimento.
Me pergunto..cade aquela arquitetura que aprendi na faculdade? O Arquiteto que resolve o espaço dentro da estética e harmonia para tornar a cidade mais aprazível. Em São Paulo, exceto uma meia duzia, não existe.
Existe uma leva despejado pelas inúmeras faculdades (sic), escravos da especulação imobiliárias que defendem seus empregos burlando o código de obras com soluções de estética modista e duvidosa e espaço habitáveis com conforto para pigmeus.
Existem ate os que violam a natureza derrubando árvores, desviando lençóis freáticos
.
Existem o que transformam uma ponte em obra de arte agredindo a escala da cidades com uma iluminação para de cafona.
O resultado é uma cidade cada vez mais adensada e feia com torres se espetando em buracos que outrora
abrigavam residências harmoniosas.
Onde vivia uma família com dois veículos vivem 50 com 150 veículos e
o transito nos bairros começam na porta da garagem.
Se pretendemos sair desse bolo da especulação imobiliária, nos deparamos do "cliente pra que arquiteto", aqueles que acham que aqueles "rabiscos" que fazemos no papel (os modernos rabiscam no autocad) não vale nada. Não houve um envolvimento pra se chegar a solução, uma criação, uma pesquisa. apenas desenhamos linhas no papele essa linhas não valem nada, mesmo pq "nem, sei se vou construir". .Será que esse cliente ao comprar um bem sem saber se vai usa-lo o deixa de pagar?
Gostaria de ter sido genial a exemplo dos mestres que conhecemos nas fotos ou nos livros.
Talvez tenham ate
vivido numa época onde o espaço e a necessidade da criação fossem maiores e desse forma temos obras ou espaços dignos da palavra Arquiteto.
Hoje no meu ver é uma profissão que não existe mais no sentido puro da palavra. Hoje enxergo uma "Arquitetura do Desgosto" da qual não faço parte mais.

Desenho de Mordillo

I´m A Rolling Stone


Aos 51 anos de idade acumulo 36 anos dedicados ao rock´n roll. Por influencia dos amigos Kim e Helio comecei a me interessar pelo genero sendo o meu primeiro "heroi" Alice Cooper. Ta certo, que vinha de uma cultura Beatles iniciada aos 7 anos de idade com o disco Os reis do Ie Ie Ie, em paralelo com os programas da Jovem Guarda.
Era uma época onde passávamos o tempo ouvindo LP nas cabines das lojas de disco (sim!, isso existia) e os primeiros aparelhos eram as "vitrolas" de nossos pais onde passávamos as tardes ouvindo Killer, Fragile, Led Zeppelin II e quando saiu, o Exile on Main St. Ate achávamos legal mas não entendíamos muito bem o som dos Stones, classificado como som de bebados talvez influenciados pela capa.
Dai para frente experimentamos todos tipos de rock clássico cada um se definindo mais para um estilo e acabei vidrado no Yes e no som progressivo.
Um belo dia um amigo me mostrou Made in The Shade e eu disse puta que pariu que som é esse. Comprei o recem saido Some girls e passei a correr atrás de tudo quanto lp dos Stones na Baratos & Afins ate completar a coleção.
Passei a colecionar fotos, recortes, reportagens e camisetas. Stones era o numero um.
Como aparecimento do cd, o primeiro foio Exile é claro e fui indo ate completar a coleção.
Veio o show e debaixo de um Pacaembu enxarcado me acabava em lágrimas, a emoção era demais.
Os Stones cairam muito nos ultimos anos, não pela sua qualidade sonora, mas pelos modismos da industria fonografica. Discos longos e uma mixagem muito limpa mas sempre capitaneado pelo meu maior ídolo Keith Richards.
Em outras gerações um "senhor" de 51 anos estaria ouvindo Frank Sinatra (nada contra), mas continuo firme no rock, e com os Rolling Stones administrando inclusive uma comunidade no Orkut.
São eles a mais completa tradução da palavra rock´n´roll e como proferiu um dia o mestre Muddy Waters: I´m A Rolling Stone.

domingo, 6 de julho de 2008

As Voltas que a vida dá......

Engraçado mas a vida nos trás surpresas e por ser surpresas é claro, elas aparecem do nada...de repente.
se faziam oito meses que estava em casa criando mofo e teias de aranha.
O telefone toca.....
Do outro lado, surge um convite para um papo, positivo.... Ansiedade!
O motivo era o retorno a vida, a produtividade, a oportunidade de se sentir útil
A vida muda de rumo de uma hora para outra.
Do inesperado constroem-se um castelo de esperanças onde para atingi-los é preciso percorrer por estradas conhecidas, mas que de repente podem surgir atalhos jamais vistos ou caminhos jamais explorados.
Essas oportunidades temos que abraçar e fazer dela o motivo pra construir nossa felicidade e daqueles que nos acompanham.

Quando surgiu esse vazio em minha vida, passei a procurar o que de mais rico ela pode oferecer nos momentos solitários. As pessoas....

Começam surgir novas amizades. Amizades com contexto diferente de outrora
Amizades que mostram um outro lado da diversão, alternativas e diferentes.
Abraço elas com prazer e sentimento.
Essa "nova vida" me trás de volta o amor próprio. Penso em mim. Começo a gostar de mim de novo. Passo a cuidar de mim.
Quero me sentir bonito para a vida, para o amor, para os amigo.

E no meio dessas amizades sempre surge uma bem especial.
Aquela diferente que te faz bem, te faz entender melhor esse processo.

Palavras doces e sentimentos em comum, embora separados pelos caminhos da vida.
Sabemos que cada um, um caminho diferente ha de se tomar...
As estradas não tão longas e são cheia de atalhos. Atalhos que nos levam a uma clareira e que iluminados por um por do sol dividimos nossa felicidade ate que o cair da noite nos leva de volta a nossas casas.

Agora penso que por mais que as coisas tomem rumos adversos a nossa vontade, a paciência e a perseverança nos trás de volta tudo de bom que um dia tivemos, que mesmo sendo de forma diferentes são coisas novas que nos trazem o tesão de viver...

Obrigado vida!

domingo, 22 de junho de 2008

Minha comunidade no Orkut

Estou no Orkut desde a sua criação até hoje.
Acompanhei sua evolução, reencontrei muitos amigos e adicionei gente que nem sei quem é.
Vi aparecer as comunidades, muitas úteis, outras bobas e outras avessas a qualquer comentário
Por uma preferência minha, me concentrei em entrar e participar de comunidades de rock.
Tenho uma idade bem acima da media dos usuários e uma história de rock que sabia poder acrescentar algo.

Mas chegou uma hora que começou a encher, ficar óbvio, ao mesmo tempo que comecei a participar de uma comunidade dos Rolling Stones. Ai me deparei como uma situação curiosa. Egos inflados, onde apenas suas opiniões eram válidas a ponto de se praticarem censura, coisa que os mais jovens não viveram e não tem noção e que significa tolher opiniões. Pelo meu conhecimento e por tentar ampliar os horizontes dentro da comunidade acabei expulso dela, numa atitude bem democrática.
Apoio a censura e a expulsão desde que o membro estravaze os limites do senso
a parta para ofensas ou contudo agressivo. Não foi o caso, emfim....

Acabei criando uma comunidade onde a intenção era discutir os Rolling Stones sob o universo rock´n roll, principalmente por sua contribuição a ele. Inicialmente denominada "Rolling Stones Free" pelo seu conteudo e inspirado na musica I´m Free da mesma banda.
Convidei as pessoas ativas da outra comunidade e com o tempo mudei o nome para Rock'n'Rolling Stones inspirado também no nome de um álbum deles.

Com o tempo a comunidade criou vida e se tornou um agradável universo dento da Internet onde, mesmo que virtualmente, criou-se uma amizade entre os membros que sempre postam ou criam tópicos bem criativos, onde o rock´n roll é desvendado não pelos Rolling Stones, mas por bandas significativas do universo musical.

Adoro participar e acompanhar o que aqueles amigos falam, sempre num clima bem rock´n roll. Alem de opiniões e informações aparecem sempre bootlegs raros para download. O tópico mais ativo é o "Que musica vc esta ouvindo" que esta para atingir 1000 tópicos e nele todos demonstram suas preferências e momentos musicais.

E gratificante isso estar acontecendo pois esses amigos espalhados pelo Brasil fazem parte de um relacionamento gostoso dentro do sentido exato da palavra comunidade.

Endereço da comunidade:
http://www.orkut.com.brCommunity.aspx?cmm=45195797

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Tropa de Elite?

Sem duvida é um filme muito comentado e de forte repercussão na atualidade mas não pretendo assisti-lo e coloco aqui minhas razões.
Comecei a pegar bode dele quando meus filhos, assim como todos jovens, passaram a desferir as frases agressivas ecoando pela casa.
Não nego, nem fecho os olhos para violência nos grandes centros, Rio, São Paulo tanto faz. Corro o risco de em seguida a esse texto ter um "cano" pela frente subtraindo minha motocicleta. Mas da mesma forma que o risco e ato de violência me incomodam, incomoda também a inoperância da polícia em coibir esse tipo de violência entre milhares.
Ta certo, pois segundo me consta é um filme bem feito, recentemente premiado e com um pézinho no Oscar. Vence a forma, mas não me convence o conteúdo.
Podem classificar como alienação e fuga da realidade a recusa ao filme, o qual discordo, pois não acho que esse culto a violência vai mudar algo. Talvez ate enxergue em seus expectadores certa segurança (???) ao ver os atos praticados em tal filme.
Retorno que não fecho os olhos à violência, mas nem tão menos sou obrigado a cultuá-la.
A vida moderna tornou-se uma panacéia em termos da relação com a violência pois morro de rir quando as entidades protetoras ligam essa violência a fome.
A fome é com certeza um problema em nosso país, mas quem passa fome não comete esse tipo de violência. Os que a cometem são muito bem alimentados, fazem da droga sua moeda e usam a porra da “malandragem brasileira” para se sentirem superiores.
Morro de rir quando atribuem comportamento violento a games onde os que praticam sequer tem acesso a eles.
Que super heróis são esses da Tropa de Elite que dão to troco na mesma moeda? Aqueles que lá aparecem não são meus heróis.
Preferia me travestir de “Velhinha de Taubaté” e acreditar que existe leis e códigos penais para coibir esses atos. Não existem.
Pena de morte? Dizem que não adiante, principalmente seguidores daquele texto deja-vu declaração dos direitos dos homens. Preferem a lei do cão.
Não vou assistir, não vou cultuar, muito menos me sentir seguro por causa de um filme. Prefiro aqueles que me tiram da realidade, me fazem sonhar.
A verdadeira Tropa de Elite devia invadir Brasília e coibir aqueles bandidos que sustentamos.
Enquanto isso me sinto nu em meio à tempestade e sem abrigo pra me recolher.

I think to myself a wonderful Word....

Carta a Fidel

Sr. Fidel

Nunca gostei de Cuba, nem fui comunista, nem tão pouco aprovei seu método. Na verdade o mais perto que cheguei a Cuba foi através do livro A Ilha de Fernando Moraes.
Mas, cara, tu sempre foi um ícone pro mundo sempre posando com seu impecável uniforme verde oliva, longe das gravatas dos estadistas padrões.
Teve a coragem de renegar os Estados Unidos, mas deixou teu país pobre e feio.
Intelectuais brasileiros sempre o cultuaram, mas dificilmente deixariam a caipirinha pra se tornar cubanos.
Mas velho, talvez não tenho sido tão justo com teu povo e àqueles que se opuseram aos seus princípios politicos. Levou a risca a frase “ser duro sem nunca perder a ternura” que aquele teu amigo que chegou de motocicleta lhe disse.
Mas chegou tua hora de partir.
Teu irmão assume teu posto como um legítimo cubano, pelo menos o charuto com certeza é.
Pense no teu povo. Teu país precisa de progresso, de capital, sem ser capitalista nem radicalismo para com seu povo.
Tua imagem ficara pra sempre em nossas mentes.
Curta sua aposentadoria...

Esta é uma homenagem ao personagem Fidel Castro e não ao estadista. A história é marcada por injustiças e tiranias que nos remete ao ódio ou admiração de seus personagens.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Segunda Feira.

Loyola escreveu sobre o homem que odiava segunda feira.
Não sei se odeio. Mas uma coisa é certa, amar não amo.
Pouco entendo de conjunturas planetárias pra justificar porque esse dia me enche tanto o saco.
Podia ir pro lado mais fácil: ah é um dia de trabalho depois de dois de folga.
Sinceramente, não é por ai também, mesmo porque... Bem, não vem ao caso.
Para mim é algo mais profundo, de um lugar escondidinho na mente que me faz ver e sentir tudo ao avesso.
Meu corpo sempre reage estranho a esse dia e nunca encontrei a “pílula da segunda-feira”
É dia de mau-humor, dia de como não se houvesse um amanha.
Dia de decisões radicais do tipo não faço mais, não quero mais, por isso sabiamente nada decido numa segunda-feira.
Dia de decisões não decididas.
Prefiro não ter compromissos na segunda.
Passei a dogmatizar ao extremo os fins de semana, onde estou próximo aos amigos novos, aos amigos velhos e minha família, boto meu som em dia, caminho, enfiam curto até a ultima ponta.
Seria uma ruptura tão abrupta assim a ponto de odiar esse dia?
Seria acordar de um sonho para um mundo real?
Mas ai teria que odiar a terça a quarta e a quinta também.
Nunca tive a famosa “síndrome do fantástico” mesmo porque nunca não o assisto.
É a segunda feira cheia com sua bruxas preenchendo meus espaços.
Nunca tive a certeza se não acordasse numa segunda, a terça viraria uma segunda ou não.
Acho que não!
Nesse dia os planetas conspiram contra mim?
Ué mas disse que não entendo disso!
Será que me incomoda porque o fim de semana esta tão longe?
Caramba quanto mais tento achar os porquês mais me irrito.
É porque é Segunda.
Nunca pensei em escrever sobre ela numa Terça.
Mas se não fosse Segunda, não estaria aqui falando sobre ela.
É melhor parar mesmo senão vou ficar dando voltas até a meia noite.
Mas ai já seria Terça Feira...

"Tell me why I don't like Mondays?..."

E as águas voltaram.

O Parque da Água Branca sempre teve uma identidade muito forte com meu bairro. Talvez por ser um oasis em meio a tanto asfalto e concreto. Quando era pequeno is as vezes com minha mãe e achava aquilo meio sinistro, quem sabe não estivesse acostumado com tantas árvores em minha volta. Mas era forte a imagem do lago com os cisnes e carpas e aqueles tanques que se interligavam por cascatas artificiais. Recentemente, para driblar o sedentarismo escolhi aquele espaço como uma opção para minhas caminhadas. Logo de cara encontrei com gente bonita, andando ou correndo, a senhora que alimenta os gatos, os idosos jogando conversa fora nos bancos. Senti falta dos macacos que ali viviam e do viveiro dos pássaros, mas talvez tenha ficado inviável manter-los por lá.
O choque maior foi ver os tanques interligados completamente secos. Ao consultar meu velho pai, freqüentador assíduo, disse-me ele que as nascentes que abasteciam aqueles tanques foram cortadas pela construção da garagem de um prédio para abrigar seus carros de luxo. A primeira pergunta que me veio foi, que porra de arquiteto tem a consciência ecológica pra cometer tal “arte”?
Recentemente obras de grande porte, custeadas pela construtora, canalizaram a nascente e os tanques voltaram a se encher. Nada mais gratificante do que descer a ladeira vendo eles cheios e o chafariz a pleno vapor respingando água em nossos rostos e cumprindo o papel alem de estético, funcional, pois como todos sabem água não pode ficar parada.
Passou a ter um lado simbólico da vitória da comunidade contra a especulação imobiliária que tanto reclamo. Só pra citar, é a mesma construtora que tentou destruir o Colégio Batista.
E de pensar que um famoso político (sic) já quis acabar com aquele espaço que é nosso, simplesmente nosso.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Automóveis !

Quando estava no colegial era bombardeado com a Teoria de Malthus onde dizia que enquanto a população se multiplicava, os alimentos apenas se somavam e o resultado disso seria a fome. A Fome esta aí é claro, mas não é foco desse texto.
Nunca houve teoria parecida para o transito e os automóveis se multiplicaram e as vias mal se somaram. Resultado, esse transito caótico que temos na cidade.
O cidadão parece curtir os engarrafamentos, transformando seus automóveis em extensões de sua casa, com ar condicionado, som e até TV.
A indústria colabora desovando automóveis nas vias em 84 parcelas criando motoristas medrosos com seu “patrimônio” fazendo bobagens por insegurança. Os técnicos perdidos se esquecendo de leis básicas da física onde dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço nada conseguem fazer.
Criaram o rodízio achando que tirando 20% dos veículos resolveria. Mas nunca se preocuparam em sincronizar semáforos, melhorar o transporte publico ou outras medidas reais para livrar o trafego.
Agora os "cristos" são os motociclistas, bombardeados com medidas para desviar atenção e aumentar a arrecadação. Duvido que as preocupações sejam as mortes, e sim seus retrovisores e portas. Os capacetes, e tenho vários sempre tiveram quatro faixas refletivas e de um tempo para cá passaram as próprias fábricas passaram fabricar sem com o aval do Inmetro. Ou esse as achava desnecessárias ou agora é interessante criar a regra pra arrecadar. Motorista contumaz tem ódio de motocicleta.
Motociclista ha 25 anos vi a frota crescer desordenadamente e com ela os maus motoristas, com seus celulares, musica alta, ou total ignorância ao uso do pisca-pisca, com tecnologias que facilitam o desleixo e a distração, como a falta de trocar de trocar de marchar, a coisa mais gostosa de quem realmente curte dirigir.
Como urbanista sempre achei que se 50% da população possuísse uma motocicleta o transito melhoria sem tantas regras e punições. Pena que só quem assumiu essa idéia, acertadamente foi o moto frete e de maneira errada, o crime.
O pior para nos são as "perigosa peruas". Mulheres que circulam pela cidade em suas poderosas vans (sic) indo do nada pra lugar nenhum, pois a verdadeira trabalhadora motorizada ou não a está hora ta honrando seu suor no trabalho.
Realmente não consigo entender esse verdadeiro culto ao automóvel. Queixam do sedentarismo, mas não andam dois quarteirões a pé, afinal é mais chique fazer uma academia.
Haverá um tempo que carros serão coisas obsoletas, impossíveis de se usar e aí sim o cidadão terá que se virar sem seu “precioso carrinho”.

Depois da primeira curva.......

Tem uma fase da adolescência que nos achamos super homens, que gostamos de aparecer, se destacar da turma. Escolhemos diversos caminhos e às vezes alguns sem volta ou com meia volta que nos carrega para sempre.
Nos idos de 1976, tornou-se moda descer as ladeiras, mas especificamente uma do Morumbi de carrinhos de rolimã. Não eram carrinhos comuns, Prancha de 1,50 m, rolimã de fusca, eixo travado, freios de pneu, tudo para descer deitado, oferecendo a testa como pára-choque. Capacetes eram artigos caros na época, poucos usavam.
As madrugadas de sexta e sábado viraram point com platéia e muita gata vendo os “heróis”. Inspirado por um papo com Cesar da famigerada turma do Barão resolvi entrar nessa e preparei meu “bólido”.
Acordei num domingo pronto para treinar para a exibição noturna. Na noite anterior teve a primeira festa da faculdade, muita bebida rolando e nos tentando fazer um som com meu baixo Snake ligado num Gradiente Lab 70.
Bem, voltando, almocei coloquei o carrinho no fusca 67 da minha avó, a famosa “jaca”, passei na casa do amigo Renato que não topou me acompanhar, fui sozinho.
Era 28 de Novembro de 1976.
Chegando lá, estacionei a Jaca, a pista estava molhada e havia um pessoal la que ate calibrou meu carrinho. Comecei minhas descidas até que...

Acordei...

Um vazio na cabeça levaram da ultima lembrança a um leito de hospital.
A primeira identidade comigo mesmo foi a imagem de uma cabeça raspada diante do espelho.Relatos me diziam que havia sido deixado no hospital por um fusca não identificado com traumatismo craniano. Sim me lembro deles, dois casais, almas maravilhosas que salvaram minha vida. Recebi minha mãe no PS com ingênuo "putz me ferrei".
Daí para cirurgia foi um passo. Passadas seis horas, pelas mão competentes do Dr. Fernando Braga e equipe estava no quarto sem memória. Embora consciente reconhecia todos os amigos e parentes que lá estiveram sem poder construir suas imagens em minha mente.
Com o tempo tudo foi voltando, passei o natal e em janeiro já estava em Guarapari conforme relato em outro texto. Conclui meu curso de Arquitetura normalmente, tive minha vida profissional, mulher e filhos ate os dias de hoje quando escrevo esse texto.
Não sei nem que mensagem posso passar ou extrair algo desse texto. Foi um momento mau em minha vida onde de uma molecagem fiz muita gente sofrer. Mostra o lado humano das pessoas, do casal, única testemunha do que realmente aconteceu e a iniciativa de me levar ate o hospital mais próximo.
Destaque pra competência do profissional da medicina que me botaram para funcionar do jeitinho que era, com todos os defeitos inclusive, sem seqüelas.
Finalizando, mãe, sei que ao ler este texto tristezas vou te trazer.
Mas a alegria vai te voltar em ver que continuo aqui e tudo aquilo foi apenas uma manchinha na minha vida.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Santos...o começo

Inspirado no ultimo blog e ao ler no Jornal da Tarde de hoje o aniversario de 462 da cidade, resolvi relatar bons momentos que lá passei. Nos idos da década de 60 meu nobre avô Joaquim Rendeiro comprou um apartamento em Santos. Era um modesto quarto e sala, primeiro andar e fundos, mas se tornou um verdadeiro paraíso pra minha infância e adolescência. No inicio alternávamos entre minha família e de minha tia em 15 dias, mas a necessidade de estar sempre junto ao meu primo Kim passamos a dividir o mesmo espaço durante trinta dias. O começo foi das brincadeiras de castelos de areia e das peladas que invariavelmente acertavam uma barraca e geravam confusão. Com a adolescência vieram oa amigos, Gulherme, Mariano entre outros e com elas amizades a “paquera” e os passeios pela calçada. Era uma época de prédios com muretas onde lá as turmas ficavam sentadas. Carnaval era loucura com os prédios jogando água dos carros e quase sempre dava confusão. Foi o lugar do “primeiro amor”, Imara, do primeiro beijo, “Inajá”, da primeira pinga com groselha e muito bailinho na garagem. Lembro de um verão aonde eu e o Kim e outro amigo aonde íamos um bar com jukebox e ouvíamos Batuka do Santana incansáveis vezes. Com o tempo, as famílias passaram a ir cada vez menos, meu avo já havia falecido e o apartamento ficou sozinho com esporádicas presenças minhas, sozinho, com Kim, Domingos e as noitadas no fliperama ou o Renato com aquele buggy sem documentos que quase nos levou em cana..
Mas tava selada uma era e o apartamento foi vendido.
Ainda freqüentei mais um tempo hospedado no meu colega do Rio Branco, Dinho onde passamos a sair de carro atrás das meninas na praia de Itararé ou tentava pegar ondas junto com seu irmão. É dessa epoca a querida amiga Lucy, companheira impar. Só não se transformou num grande amor....
Santos sempre foi uma bela cidade com um urbanismo impar e seus calçadões maravilhosos, mas os “chiques” da época preferiam as longas filas do Guarujá. Santos voltaria a fazer parte da minha vida na minha tese de graduação onde propunha uma reurbanização do bairro do Valongo, publicada na revista Projeto. A reportagem que me inspirou escrever esse blog mostra o quanto a cidade continua linda. Lá encontrei fotos atuais do bairro do Valongo onde o velho casarão 25 anos depois infelizmente virou ruínas.
Obrigado Santos, em tuas praias e teu calçadão muita coisa colhi e fizeram parte da história de minha vida.

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Guarapari..............24 anos depois

Entre 1974 e 1984 freqüentei as praias de Guarapari com diferentes amigos o qual farei um breve resumo no final. Nem preciso citar que foram as melhores férias da minha vida, com muita história pra contar, amigos geniais, lindas garotas e carnavais inesquecíveis. No fim desse ano por idéia de Renata, minha mulher, acabei voltando para lá, pois seu pai lá esta morando. Nem preciso dizer que foi um tesão de revival, percorrer aquelas ruas e pisar nas praias 24 anos depois. Sem contar de encontrar dois velhos amigos daquela época. A cidade com certeza não é a mesma. O ar bucólico de outrora se rendeu a especulação imobiliária e a cidade virou uma mini metrópole no pior sentido da palavra importando seus vícios como transito e prédios horrorosos. Mas nem dantesca arquitetura conseguiu esconder os segredos de suas alamedas e as emoções por lá vividas. Espremida entre prédios cafonas a casa de Roberto "danada" sobreviveu como um templo sagrado daqueles tempos. Se a velha castanheira não sobreviveu aos tempos, as cadeiras de balanço permaneceram em suas varandas. Foi demais gratificante retornar a um local que fez parte de minha história. A vontade de voltar lá é forte. Voltar pra sempre ficar...

Guarapari Years e seus personagens:

1974: Estréia com Kim e Helio. Conhecemos pessoas que fariam parte do futuro. Nascia o apelido Dudu. Ficávamos num ap. de minha tia comprado por meu avô posteriormente.

1975: À volta com Renato e depois Magrela. Muita confusão ao abrigar estranhos no apto. Conheci um "paulista" bem gata na feira hippie a qual trabalhei.

1976: Vestibular, não fui.

1977: Estava de volta apos minha cirurgia, com família, Kim e Domingos. Tentei virar surfista, mas só consegui foi é clarear o cabelo.

1978: Estréia de Roberto da Arquitetura. Apareceria seu irmão Alexandre um cara que não lembro o nome e Milton da arquitetura. Começavam os carnavais no Siribeira.

1979: Roberto de volta, depois Alexandre, Picolé, Gordo e Magrela. ano de muita confusão e merda pela janela. Siribeira nem se fala.

1980: Roberto, depois Alexandre e o amigo Mauro para curtir um Siribeira.

1981: Roberto e Paulo Sérgio, mais tranquilo. Zona só no Siribeira.

1982: Roberto. A partir desse ano nada de 40 dias por lá. Apenas duas semanas perto do Carnaval.

1983: Roberto. Havia parado de beber. Não me senti bem no Siribeira. Parecia que um ciclo estava se fechando.

1984. Casado. "Lua de Mel" com a Renata, conhecendo outras praia da região. Foi a ultima. Minha avó venderia o ap. em seguida.

2008. A volta com esposa e filho mais novo. A cidade não é mais a mesma, mas as lembranças ficam para sempre.

Feliz Olhar Novo

Feliz Olhar Novo
(Carlos Drumonnd de Andrade)

O grande barato da vida é olhar para trás e sentir orgulho da sua história.
O grande lance é viver cada momento como se a receita de felicidade fosse o AQUI e o AGORA.

Claro que a vida prega peças. É lógico que, por vezes, o pneu fura, chove demais..., mas, pensa só: tem graça viver sem rir de gargalhar pelo menos uma vez ao dia? Tem sentido ficar chateado durante o dia todo por causa de uma discussão na ida pro trabalho?

Quero viver bem! Este ano que passou foi um ano cheio. Foi cheio de coisas boas e realizações, mas também cheio de problemas e desilusões. Normal. As vezes a gente espera demais das pessoas. Normal. A grana que não veio, o amigo que decepcionou, o amor que acabou. Normal.
O ano que vai entrar vai ser diferente. Muda o ano, mas o homem é cheio de imperfeições, a natureza tem sua personalidade que nem sempre é a que a gente deseja, mas e aí? Fazer o quê? Acabar com o seu dia? Com seu bom humor? Com sua esperança?

O que desejo para todos é sabedoria! E que todos saibamos transformar tudo em boa experiência! Que todos consigamos perdoar o desconhecido, o mal educado. Ele passou na sua vida. Não pode ser responsável por um dia ruim... Entender o amigo que não merece nossa melhor parte. Se ele decepcionou, passe-o para a categoria 3. Ou mude-o de classe, transforme-o em colega. Além do mais, a gente, provavelmente, também já decepcionou alguém.

O nosso desejo não se realizou? Beleza, não estava na hora, não deveria ser a melhor coisa pra esse momento (me lembro sempre de um lance que eu adoro): CUIDADO COM SEUS DESEJOS, ELES PODEM SE TORNAR REALIDADE.

Chorar de dor, de solidão, de tristeza, faz parte do ser humano. Não adianta lutar contra isso. Mas se a gente se entende e permite olhar o outro e o mundo com generosidade, as coisas ficam bem diferentes.

Desejo para todo mundo esse olhar especial.

O ano que vai entrar pode ser um ano especial, muito legal, se entendermos nossas fragilidades e egoísmos e dermos a volta nisso. Somos fracos, mas podemos melhorar. Somos egoístas, mas podemos entender o outro. O ano que vai entrar pode ser o bicho, o máximo, maravilhoso, lindo, espetacular... ou... Pode ser puro orgulho! Depende de mim, de você! Pode ser. E que seja!!!

Feliz olhar novo!!! Que o ano que se inicia seja do tamanho que você fizer.

Que a virada do ano não seja somente uma data, mas um momento para repensarmos tudo o que fizemos e que desejamos, afinal sonhos e desejos podem se tornar realidade somente se fizermos jus e acreditarmos neles!"

Não um texto meu, conforme creditado, mas traduz um momento que estou passando alem de ser uma linda mensagem.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Bum !....Imobiliário

Antes de escrever aqui, estava olhando pela janela.
Quando mudei para , uns 15 anos, vista era maravilhosa. Do meu décimo andar, via a serra da cantareira, a linha do trem, o Palmeiras, Memorial, sambódromo e por ai vai.
Ai pintou o primeiro prédio, alias, dois e la se foi o Memorial. Mais dois e pedaço da marginal e a linha de trem. Com os anos vi meu horizonte fechando-se atrás de paredes de concreto. pouco como disse, olhando enxerguei mais três esqueletos se erguendo e minha "deliciosa vista".
Comprei um binóculo pra ver se substituía a paisagem por alguma mulher distraída, mas as janelas são tão pequenas. Alias, não só as janelas. Esses novos empreendimentos que pontilham o bairro são ridículos em termos de espaço. Fachada bonitinha, cheia de detalhes, piscina, sala de ginástica e outros mimos que vão elevar teu condomínio ao absurdo. Moro num apartamento de dois dormitórios com 104 m², espaço hoje em que enfiam quatro com duas suites e lavabo. Virou moda fazerem modelos de apto junto ao stand de vendas, mas nunca se lembram de levar uma trena consigo, pois os móveis lá são menores que o normal para os comodos parecerem maiores.
Arquitetos, ao qual me incluía, saem da faculdade sonhando com obras revolucionárias e acabam sendo coniventes com essa especulação. Existem leis, nunca cumpridas, de ocupações, dimensão dos cómodos, impacto ambiental e viário. Perceberam que o transito piora a cada lançamento, mas, alguém se importa. Querem é "morar bem" (sic)
Ganancia, necessidade de faturamento maior que as necessidades de habitação pois estas construtoras que vem estragar seu bairro não controem na periferia onde existe sim uma carência de moradias, mas o lucro com certeza é bem pequeno, ?
Enfim, o prazer da vista acaba substituído por uma gigante tv de plasma pregada na parede. Existe opções é claro. Compre um apto de frente aos rios, o cheiro é apenas um detalhe ou de frente para um cemitério. Ai sua vista estará garantida.
Bem...vou dar mais uma olhada na janela pra ver se não tem nenhum novo lançamento.

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Fazendo nada pra fazer algo. (um dia)

Sabe, tava por aqui sem fazer nada, ou melhor não tenho feito nada nos últimos quatro meses.
Calma...eu explico, depois de onze anos de dedicação, ou pelo menos achava que estava levei um "pé na bunda" na empresa.
Hoje em dia é chique dizer, "estou no mercado" mas na verdade prefiro o to desempregado mesmo.
Motivo? Ora o velho chavão "estamos reformulando o departamento" o que se traduz por: amigo tem um cara aqui que ganha a metade que você e faz a mesma coisa. Faz mesmo? Será que experiência e tempo de casa não contam? Mas deixa pra la...isso já ficou para trás.
A segunda parte é aquela, se preparar pra arrumar um emprego (ou voltar ao mercado, como queiram). Bilhões de currículos pra la e pra fora o "currículo amigo". Ah esse deixa eu explicar, é aquele que teu "amigo" fala puxa que chato, me manda um currículo (pra mim botar na gaveta ou...)
Ah tem aqueles sites de "recolocação", você paga uma grana, eles lotam teu e-mail com "oportunidades" e você com dois cliques envia mas retorno que é bom....nada!
Ate aqui nem disse minha área . Informática.
Engraçado que nos últimos anos inventaram milhões de siglas, ai quando você apela pro Google pra ver o que é ...porra faço isso ha anos. Mas na verdade, abre uma industria de certificados pra carimbar aquilo que você ja faz ou fez.
Ah, mas ainda não comentei as firmas de recolocação. Você duro pra caramba e eles te cobram 3 paus pra te arrumar um "colocação" (sem garantias é claro). Deparo com mulheres corporativas, embaladas em seus taieurs azul marinho te fazendo perguntas que nem elas sabem o que significa. No começo ia nas entrevistas de moto, roupa casual mas comprei num magazine qualquer a "roupa de entrevista" e passei ir de ónibus (melhor pra um desempregado ?), mas confesso que não mudou nada.
Agora passo minha manhas recheadas de jazz , sentado em frente do micro, passando o tempo que na verdade parece que parou....
Ah...aproveitando se tiver problemas de informática "chama o °" (jeduclr@gmail.com), prometo dar um jeito com um preço bacana.
Enquanto isso acabou o cd...

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Ola. Acabei de chegar!


Outro dia uma amiga me disse...faz um blog, você tem muitas ideias nessa cabeça.
Ok, faço, mas para que?
Fazer ou não fazer?...bem fiz (perceberam ?).
E você amigo ou amiga o que vai encontrar por aqui, textos, fotos, historias?
Na verdade nem sei, mas alguns "casos", informações, broncas, alguns desabafos enfim o que minha cabeça botar pra fora e eu desejar compartilhar.
Será que vão gostar, também nem sei, mas isso faz parte ?
Deve ter um texto bem bacana, como deve ter alguns chatos. Faz parte
Bem galera, apareçam pra curtir o papo do °